terça-feira, 17 de setembro de 2019


                         CULPA DA NATUREZA?

Estava no dia 28 de maio de 2019, portanto, há pouco tempo desta postagem, no meu computador, escrevendo o meu atual livro, intitulado, Helena, quando, exatamente, às 19h19min, a luz começou a oscilar com picos alarmantes, e rapidamente desliguei a chave geral da casa, a fim de evitar algum dano à instalação elétrica e nos aparelhos à ela conectada. Por prevenção salvo a cada linha que vou escrevendo, pois, do contrário, posso perder boa parte das inspirações que me chegam e imediatamente as anexo à obra.
Logo após começou uma ventania avassaladora que soube depois, já estava acontecendo em boa parte da região do Rio de Janeiro, onde, então, me encontrava, e que foi a origem do Black out que sucedeu as perigosas oscilações elétricas e que durou por mais de vinte e quatro horas, ao menos na área onde resido.
Eventos da natureza quais a estes e semelhantes estão se tornando frequentes no mundo com as agravantes de aumentos bruscos de suas intensidades, e são raras as regiões que ainda não foram, de algum modo, por elas atingidas.
Certos incautos cientistas argumentam que são processos cíclicos naturais e que ocorrem periodicamente. Aconteceram no passado, acontecem agora e acontecerão indefinidamente.
Já a “ciência séria” tenta provar por A+B que o homem e, unicamente ele, é o responsável por essas sucessões de trágicos cataclismos mundiais, ao menos nestes cem últimos anos.
Desmatamentos irresponsáveis, falta de acordos, efetivos no controle das emissões de poluentes na atmosfera, falta de educação de legiões de pessoas, ao jogarem nos rios e mares, todos os tipos de detritos, que se somam os bilhões de toneladas deles, atiradas nas bacias hidrográficas de todo o mundo pelas fábricas diversas, veículos marítimos e etc. O aumento da densidade demográfica, cada vez mais crescente, o que torna crítica à produção de alimentos para tantos que dele necessitam; a ganância desmedida e uma série de outros fatores, sempre tendo o homem por causa, estão, paulatinamente, arrastando as condições de vida insuportáveis e já não difícil a quaisquer pessoas vislumbrar que, se nada for feito para se por um termo nestas causas, tudo indica que em breve haverá o pleno caos sem retorno, a extinção da vida neste mundo por enquanto, ainda encantador.
Há pouquíssimo tempo vi em manchetes de vários telejornais sobre as recentes tragédias recaídas sobre diversas áreas do Rio de Janeiro, motivadas pela abundante chuva e ventanias de grande intensidade. Entendi como curioso o comentário de uma especialista em clima, explicando em uma entrevista que o sistema brasileiro de prevenção a impetuosidades naturais, é muito deficitário. Disse ela: “não adianta efetivamente sabermos o que está se formando na atmosfera da região do Rio de Janeiro, para podermos alertar a população sobre as áreas de maiores riscos, se não sabermos como está à situação atmosférica em São Paulo, Minas Gerais..., Pois tudo são fatores interligados e a perfeita previsão de um, depende do conhecimento do que ocorre, nos outros”.
Irônico porque sabemos que mesmo se fosse perfeita a previsão de chuvas torrenciais e os locais exatos aonde elas iriam se incidir, amenizaria ao menos as situações nas incontáveis e conhecidas áreas, não exatamente de riscos, mas de terríveis catástrofes?
Essas áreas que apenas aguardam os momentos certos destas calamidades sobrevirem sobre elas, poderiam ser reduzidas ao mínimo se as criminosas negligências das autoridades competentes não acontecessem, mas certamente elas se sucedem e não é por falta de informação de coisa alguma, mas sim por descaso ou quaisquer outras razões por trás de tudo isso.
Salta aos olhos, as assustadoras expansões destas áreas em todo o país, a constatação de ser improvável que todo esse estado de coisas tenha um termo e que certamente continuará, enquanto os homens, que poderiam ao menos tentar soluções para estes problemas, forem como são.
Estes eventos voltarão a ocorrer sempre, ceifando muitas vidas, causando vultosos danos materiais e psicológicos, irreparáveis que afetam de alguma forma, toda a sociedade.
Nada, absolutamente nada se faz a não serem promessas e mais promessas nas campanhas eleitorais.
Não culpemos a generosa natureza por nossos egoísmos, nossas pobrezas de espírito.
                            Jaime D’Aquino.


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